Soyuz MS-01, Russo, Japonês e Americana retornam à Terra após missão no espaço

O módulo de descida da nave russa Soyuz MS-01, com três tripulantes a bordo, aterrissou neste domingo (30/10/16) com sucesso nas estepes do Cazaquistão, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

Russian space agency rescue team helps U.S. astronaut Kate Rubins to get from the capsule shortly after the landing of the Russian Soyuz MS space capsule about 150 km (90 miles) southeast of the town of Dzhezkazgan, Kazakhstan, Sunday, Oct. 30, 2016. A So (Foto: Dmitry Lovetsky/Pool via AP)

Russos auxiliam a astronauta americana Kate Rubins a sair da cápsula da nave Soyuz       MS-01 após pouso (Foto: Dmitry Lovetsky/Pool via AP)

Na cápsula, retornaram à Terra o cosmonauta russo Anatoli Ivanishin, o japonês Takutya Onishi e a astronauta americana Kathleen Rubins, que ficaram em uma missão de quase quatro meses na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Durante sua permanência na ISS os três realizaram cerca de 40 experimentos científicos.

A MS-01, a primeira nave do novo modelo Soyuz, pousou a cerca de 140 quilômetros a sudeste da cidade de Zhezkazgan.

“Os tripulantes estão bem”, afirmou um porta-voz do CCVE citado por veículos de imprensa russos.

A bordo da ISS permanecem os russos Sergei Rizhikov e Andrei Borisenko e o americano Shane Kimbrough, que chegaram à plataforma espacial no dia 21.

A Russian Soyuz MS space capsule carrying U.S. astronaut Kate Rubins, Russian cosmonaut Anatoly Ivanishin, and Japanese astronaut Takuya Onishi, descends about 150 km (90 miles) southeast of the Kazakh town of Dzhezkazgan, Kazakhstan, Sunday, Oct. 30, 201 (Foto: Dmitri Lovetsky/Pool via AP)

O cosmonauta russo Anatoli Ivanishin, seu colega japonês, Takuya Onishi, e a astronauta americana Kate Rubins retornaram à Terra neste domingo, após 115 dias de missão na Estação Espacial Internacional (ISS).

A nave russa Soyuz MS-01 pousou com sucesso nas estepes do Cazaquistão às 03H58 GMT (01H58 de Brasília).

“A aterrissagem foi concluída!”, declararam os controladores russos. A televisão da NASA informou que a nave tocou a terra na posição vertical.

Durante a missão orbital de mais de 100 dias na ISS, Robins, uma especialista em biologia molecular que aderiu ao programa espacial em 2009, sequenciou pela primeira vez DNA no espaço.

Tanto para ela quanto para Onishi, esta foi a primeira viagem para o espaço, enquanto que o comandante Ivanishin já havia realizado uma missão de cinco meses na ISS há cinco anos.

Imagens da NASA mostraram Robins sorrindo depois de ser a última a deixar o módulo espacial.

“Todo mundo está se sentindo ótimo”, disse Ivanishin em declarações traduzidas do russo.

Os três astronautas serão levados para a cidade cazaque de Karaganda, de onde Ivanishin irá para a Cidade das Estrelas, perto de Moscou, onde irá se concentrar no trabalho pós-missão. Enquanto isso, Rubins e Onishi serão levados para Houston.

O retorno do trio à Terra marca a primeira missão completa para a nova geração de naves espaciais Soyuz.

A viagem precisou ser atrasada em duas semanas porque a Rússia precisou realizar testes adicionais.

A participação de Rubins na missão gerou enorme entusiasmo e expectativa após o anúncio de seus planos de analisar o comportamento do DNA no espaço.

Em agosto, Rubins conseguiu sequenciar com sucesso o material genético de um rato, de um vírus e de uma bactéria, usando um dispositivo batizado de Minion, obtendo os mesmos resultados que em testes realizados na Terra.

A NASA indicou que esta investigação sobre o sequenciamento biomolecular poderia ajudar a identificar os micróbios potencialmente perigosos na ISS e a diagnosticar doenças no espaço.

Rubins é a primeira mulher a bordo da ISS desde que a italiana Samantha Cristoforetti retornou à Terra depois de completar uma missão de 199 dias em junho passado, um recorde feminino.

Sua compatriota Peggy Whitson, de 56 anos, vai seguir o exemplo em 17 de novembro, em uma missão que também incluirá o astronauta francês Thomas Pesquet e o cosmonauta russo Oleg Novitskiy.

Dezesseis países participam na ISS, um centro de pesquisa colocado em órbita em 1998, que custou 100 bilhões de dólares e que é financiado em grande parte pela Rússia e os Estados Unidos.

As viagens espaciais são uma das poucas áreas de cooperação internacional entre os Estados Unidos e Rússia que não foram prejudicadas pelo conflito na Ucrânia.

G1 Ciência

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