Odebrecht, a maior fábrica de corrupção do Brasil

“As doações feitas pela Construtora Odebrecht foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE. Não houve Caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente. O presidente repudia com veemência as falsas acusações”. Você se engana redondamente se achar que essa frase foi feita durante a irresponsável administração do petista Lula. Também não é dos tempos da presidente cassada Dilma. É do pemedebista Presidente Michel Temer

Presidente Michel Temer (PMDB), um dos citados na delação dos
Adriana Machado – Reuters – Presidente Michel Temer (PMDB), um dos citados na delação dos “77 da Odebrecht”

“Nas relações com agentes públicos é vedado a todos os Integrantes da Organização: financiar, custear ou de qualquer forma patrocinar a prática de atos ilícitos”. Também se engana quem pensar que a frase acima foi feita por pessoas sérias e comprometidas com valores da sociedade onde vivem. Essa palavras são encontradas na seção de ética do site da Odebrecht.
Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira Odebrecht, sendo preso
Gisele Pimenta/Frame/Folhapress – Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira Odebrecht, sendo preso

Ou os donos da Odebrecht não leram seu próprio código de conduta, ou então são ladrões, hipócritas e mentirosos. A realidade mostra que a segunda opção é a verdadeira, quando ficou provado que membros da família Odebrecht adotaram a corrupção e lavagem de dinheiro como seu principal modelo de negócio, destruindo os valores básicos de decência e honestidade, que mantém uma sociedade unida, em paz e produtiva.

E quem está do outro lado desta equação? Nossos políticos ladrões e desonestos, que em nome de se manter no poder (e do seu enriquecimento pessoal), roubaram bilhões do povo brasileiro, incentivando e exigindo o superfaturamento de obras feitas por empreiteiras, como a Odebrecht.

Enquanto 2016 entrará para história como o ano da destruição e enterro dos mentirosos ideais sociais pregados pelo do Partido dos Trabalhadores, e que também colocou o legado de Lula e Dilma no vergonhoso pódio da corrupção, da mentira e da exploração do povo, 2017 será o ano que irá desmascarar outros partidos, que possuem esta mesma disponibilidade voraz para serem corrompidos e envolvidos neste mar da lama pútrida da corrupção como o PMDB e PSDB, através de figuras do calibre de Michel Temer, Geraldo Alckmin, Renan Calheiros, Rodrigo Maia, Moreira Franco e Eliseu Padilha, entre tantos outros.

A delação premiada da Odebrecht é uma verdadeira bomba para o presidente Michel Temer, já que aborda de forma explicita e minuciosa a origem suspeita de doações para a campanha eleitoral do PMDB de 2014, fortalecendo a acusação contra o presidente de prática de abuso de poder econômico, num processo que corre no Tribunal Superior Eleitoral.

Cláudio Melo Filho, um dos “77 da Odebrecht”, que assinou a  delação premiada, riquíssima em detalhes, relata que durante um jantar ocorrido em 2014, onde ele estava presente, o presidente Temer pediu pessoalmente para Marcelo Odebrecht recursos para a campanha daquele ano. Ficou acertado que a empreiteira faria uma contribuição ilegal de R$ 10 milhões. Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil (codinome “primo”), que também participou deste rega bofe, foi o arrecadador da dinheirama e orientador da distribuição, parte recebida em seu próprio escritório.

Claudi Melo Filho, un dos
Claudio Melo Filho, um dos “77 da Odebrecht” implica o Presidente Michel Temer diretamente na sua delação

Mais de duas dezenas de políticos de grosso calibre também fazem parte desta delação, como os pemedebistas Moreira Franco, Secretário da Presidência (codinome “angorá”) citado como um dos arrecadadores de dinheiro sujo, Renan Calheiros, Presidente do Senado (codinome “justiça”) e Rodrigo Maia, Presidente da Câmara (codinome “botafogo”), que teriam se corrompido ao facilitar a aprovação de medidas provisórias e projetos de lei que favoreciam os negócios escusos e ilegais da Odebrecht, e Romero Jucá, Senador por Roraima (codinome “caju”), citado como um dos intermediários no fluxo do dinheiro sujo entre a Odebrecht e alguns senadores do PMDB.

Outra estrela que faz parte da delação dos “77 da Odebrecht”, desta vez representando o PSDB, é Geraldo Alckmin, Governador de São Paulo (codinome “santo”), que teria recebido R$ 2 milhões em dinheiro vivo para suas campanhas de 2010 e 2014. Segundo os delatores, esse dinheiro fruto de corrupção, foi repassado para o cunhado do governador, Adhemar Ribeiro no seu escritório, em São Paulo. O atual Secretário de Planejamento de Alckmin, Marcos Monteiro, é apontado como o operador do caixa 2 para a campanha de reeleição do governador.

Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), um dos citados na delação dos
Agencia Brasi – Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), um dos citados na delação dos “77 da Odebrecht”

Só para não perder o costume, o PT continua firme e forte nas delações da Odebrecht como um dos principais partidos corruptos e vendido ao dinheiro. Dessa vez, o mais recente representante da ladroagem, é o ardoroso defensor da presidente cassada Dilma, Senador Lindbergh Farias (codinome “feio”). O antigo líder estudantil, é delatado por Leandro Andrade Azevedo, um do “77 da Odebrecht”, como tendo recebido dinheiro ilegal, no valor de R$3,8 milhões para suas campanhas ao Senado em 2010 e prefeitura de Nova Iguaçu, em 2008.

Senador pelo Rio de Janeiro Lindbergh Farias (PT), um dos citados na delação dos
Agência O Dia – Senador pelo Rio de Janeiro Lindbergh Farias (PT), um dos citados na delação dos “77 da Odebrecht”

Que país é esse? Nas favelas, no Senado, sujeira para todo lado, ninguém respeita a Constituição. Mas o Brasil vai ficar rico, vamos faturar um milhão, quando vendermos todas as almas. Parte da letra da música “Que País é Este” da Legião Urbana de 1987.

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa 1849 – 1923

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