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Sorocaba, com aumentos, botijão de gás passa de R$ 70

O preço do botijão de gás de cozinha (GLP) chegou aos R$ 70 em revendedoras de Sorocaba, para retirar no local. Para entrega, o valor chaga a R$ 73. Após o aumento anunciado pela Petrobras na semana passada, de 12,9% para as distribuidoras em média, os consumidores já estão sentindo no bolso um aumento entre R$ 3 a R$ 5. O botijão de 13 quilos já acumula alta de 47,6% desde que a estatal iniciou a nova política de preços do combustível, no dia 7 de junho.

Em Sorocaba, quem utiliza gás de botijão para cozinhar reclama da alta constante no preço. A justificativa da Petrobras é que o percentual de reajuste reflete a variação das cotações do produto no mercado internacional. Desde junho, a Petrobras já reajustou o gás de cozinha cinco vezes. O aumento anterior autorizado pela empresa ocorreu no fim de setembro.

Em uma revendedora da avenida Nogueira Padilha, na zona leste de Sorocaba, o preço do botijão de gás é vendido desde sexta-feira da semana passada a R$ 69 (entrega) e R$ 65 para retirar no local. Antes do aumento, os preços praticados eram, respectivamente, R$ 67,90 e R$ 61,90.

A auxiliar administrativa responsável pela unidade, Olinda Vidal de Andrade, disse que as vendas do botijão de gás de cozinha caíram por causa dos seguidos aumentos. “Infelizmente o revendedor não tem como segurar os reajustes e para o consumidor o aumento que é repassado é menor. As pessoas reclamam e por conta dos preços as vendas caíram”, disse. No local, são vendidos apenas produtos da marca Ultragaz.

Em outra revendedora na avenida Santos Dumont, na zona norte de Sorocaba, os preços foram reajustados ontem e ficaram cerca de R$ 3 mais caros. O preço do botijão de gás passou de R$ 70 para R$ 73 (entrega) e de R$ 67 para R$ 70 (retirar).

Já em uma revendedora de marca Consigaz, no Parque Vitória Régia, também na zona norte, apesar do aumento, os preços ainda são menores do que os praticados em outras regiões de Sorocaba. O produto passou de R$ 58 para R$ 63 (entrega) e de R$ 53 para R$ 58 (retirar), o que representa um aumento de R$ 5 no preço do botijão de 13 quilos.

A Petrobras, contudo, afirma que se o aumento for integralmente repassado ao consumidor, o preço do botijão pode ser reajustado, em média, em 5,1% ou cerca de R$ 3,09, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de impostos. “Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, disse a empresa por meio de nota.

Segundo uma pesquisa feita pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) em 30 revendedoras de Sorocaba nos meses de agosto e setembro, o preço médio do botijão de gás de cozinha passou de R$ 55,43 para R$ 55,93 de um mês para outro. Já o valor mínimo ficou em R$ 49,90 em agosto e subiu para R$ 50 em setembro. No mesmo período, o preço máximo não sofreu variação e se manteve em R$ 62 na cidade. Na pesquisa realizada de 8 a 14 de outubro, os preços ficaram os mesmos que em setembro.

Jornal Cruzeiro do Sul

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Sorocaba, Crespo volta a ser prefeito da cidade após Justiça suspender decreto da Câmara

Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu nesta quinta-feira (05/10/17) o decreto da sessão extraordinária da Câmara dos Vereadores que cassou o mandato de José Crespo (DEM) como prefeito de Sorocaba SP, no dia 24 de agosto. Com a liminar, Crespo volta a ser prefeito e Jaqueline Coutinho (PTB), vice. Ainda cabe recurso.

Após liminar do TJ, Crespo deve voltar à prefeitura de Sorocaba nesta sexta-feira (Foto: TV TEM/Reprodução)

De acordo com o advogado de Crespo, Ricardo Vita Porto, a Justiça reconheceu que houve manobras ilegais para atingir o número de votos mínimo para a cassação.

Na liminar, a desembargadora Heloísa Martins Mimessi, da 5ª Câmara de Direito Público e relatora do caso, afirma que houve “violação ao preceito insculpido na súmula vinculante 46”, que trata sobre “os crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento são da competência legislativa privativa da União”.

Citando uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachim, a defesa de Crespo argumento que a Câmara de Vereadores não tem competência para regular normas sobre infração política-administrativa.

No recurso apresentado ao TJ, a defesa de Crespo argumentou que o vereador Anselmo Neto (PSDB) foi impedido de votar por meio de uma manobra política, sendo substituído no ato por JP Miranda (PSDB). A mudança garantiu o número de votos necessário para a cassação.

Com a decisão do TJ, Crespo deve retornar imediatamente ao cargo de prefeito de Sorocaba, o que deve acontecer nesta sexta (6) de manhã, segundo Vita Porto.

“Não há sombra de dúvidas de que houve manobra política e agora o judiciário reconhece isso”, afirma o advogado.

Por meio de seus assessores, Crespo disse que vai se pronunciar apenas na nesta sexta. Segundo a assessoria, ele recebeu a notícia no início da noite e vai ler com calma a liminar para entendê-la e falar sobre o assunto.

Reuniões

Desde a sessão extraordinária que terminou com o resultado histórico, em 24 de agosto, a então vice-prefeita, Jaqueline Coutinho, ocupa o cargo de chefe do Executivo.

Em entrevista coletiva, Jaqueline disse que volta ao cargo de vice-prefeita com a sensação de dever cumprido, ressaltando que ainda não foi informada oficialmente sobre a decisão do TJ-SP.

O presidente da Câmara, Rodrigo Manga (DEM), informou que vai cumprir a decisão e que o departamento jurídico está reunido para ver quais medidas serão tomadas.

Além de recorrer junto ao TJ-SP, a defesa de Crespo também entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal, em Brasília, para suspender a sessão que cassou o seu mandato, em 24 de agosto.

O processo no STF vai ser analisado pela ministra Rosa Weber. Ainda não há data para a ministra julgar o recurso de Crespo.

Prefeita por 43 dias

Ao ser empossada como prefeita de Sorocaba, minutos depois da sessão extraordinária na Câmara, Jaqueline falou sobre a expectativa de estar à frente do Executivo. “Foi muito importante esse movimento histórico pela democracia. Prometo exercer com dedicação e lealdade o meu mandato, respeitando a lei e promovendo o bem geral do município.”

No dia seguinte à sessão, Jaqueline foi recebida sob aplausos no Paço Municipal. A ex-delegada de Polícia Civil, de 50 anos, foi a primeira mulher a assumir a Prefeitura de Sorocaba. O mandato dela durou 43 dias.

Durante esse tempo, Jaqueline montou seu quadro de secretários, incluindo dois ex-candidatos à prefeitura em 2016: João Leandro (PSDB) e Glauber Piva (PT), nas secretarias de Governo e Cultura, respectivamente.

G1 Sorocaba

Sorocaba, Prefeitura devolve a Santa Casa para gestão da Irmandade

A Prefeitura de Sorocaba devolveu a Santa Casa à Irmandade, que agora passa ter total direito à gestão plena. A devolução foi anunciada na sexta-feira (15/9/17) à tarde, durante coletiva de imprensa no gabinete da prefeita Jaqueline Coutinho (PTB), que revogou o decreto de 24 de abril do prefeito cassado José Crespo (DEM). Além da imprensa, participaram da reunião os integrantes da Igreja Católica, que desde julho é a entidade mantenedora do hospital, secretários municipais, vereadores e representantes do Conselho Municipal de Saúde e do hospital. Na ocasião, também foi anunciado o pagamento parcial do débito da Prefeitura com a Santa Casa, pelo período em que o hospital esteve sob requisição municipal. Entretanto, apesar da devolução, a Prefeitura irá fiscalizar a administração hospitalar.

A devolução foi assinada pela prefeita, que revogou o decreto nº 22.772. Mesmo com a devolução, os leitos continuarão como 100% SUS, o que significa que os pacientes continuarão a receber atendimento gratuito.

O secretário municipal de Saúde, Ademir Watanabe, entende que com a devolução do hospital, a Irmandade terá maior celeridade na aquisição de insumos, sendo que pelo Poder Público os processos são muito mais burocráticos. Ele também frisou que a devolução aconteceu no momento em que o Executivo conta com total confiança na atual diretoria da Irmandade: “sentimos confiança com a nova diretoria que está assumindo a Irmandade e por isso resolvemos que já era possível efetuar a devolução”, disse o titular da pasta da Saúde. O moderador da Santa Casa é o arcebispo metropolitano dom Julio Endi Akamine e o diretor-presidente é o padre Flávio Jorge Miguel Júnior, do santuário São Judas Tadeu.

Pagamento de R$ 400 mil

Na coletiva, foi anunciado o pagamento ao hospital de R$ 400 mil, em duas parcelas, por parte da Secretaria Municipal da Fazenda. A primeira parcela foi quitada ontem, e o restante deve ser repassado até o final do mês. Esse valor se refere a débitos de novembro e dezembro de 2016, e também de 2017, dos períodos em que o hospital estava sob requisição municipal. O montante total desse débito é R$ 2 milhões, que deve ser diluído em pagamentos nos próximos seis meses.

O secretário divulgou ainda o repasse mensal de R$ 6,9 milhões para a manutenção da Santa Casa, cujo valor é proveniente do convênio existente entre a Secretaria de Saúde do Estado com a Prefeitura, sendo composto também por recursos do Ministério da Saúde.

Padre Flávio destacou que a preocupação da Irmandade é com o povo de Sorocaba. “Não temos e não fazemos parte de nenhum tipo de esquema. Nossa preocupação é unicamente com o nosso povo, com os pacientes que precisam de atenção e de cuidados. Nossa diretoria é altamente qualificada para enfrentar o desafio que estamos assumindo”, disse ele, acrescentando também que “a Santa Casa é patrimônio do povo”.

Ainda segundo o religioso, dos 258 antigos membros da entidade, apenas 22 se recadastraram, chegando hoje ao total de 120. O Conselho de Administração é composto por nove pessoas, sendo cinco clérigos e o restante integrantes da sociedade civil, e de acordo com ele, de total credibilidade.

No decorrer da coletiva, a prefeita se emocionou ao lembrar da passagem bíblica e pediu para que “todos nós, independentes de ideologia e credo, possamos ver em cada paciente da Santa Casa, uma mãe e um filho”.

Mutirões

O secretário municipal de Saúde, Ademir Watanabe elencou ontem, durante coletiva de imprensa sobre a Santa Casa, alguns dados positivos do período de requisição por parte da Prefeitura. Umas das melhorias citadas por ele foram a do serviço de limpeza e a abertura de 22 leitos para a enfermaria.

Outra importante conquista desse período, conforme destacou, é a realização do mutirão de 810 cirurgias. Sorocaba aderiu à estratégia de ampliação dos procedimentos cirúrgicos eletivos lançada pelo Ministério da Saúde e está sediando um mutirão de cirurgias. Ao todo, serão realizados 810 procedimentos de vesícula, retirada de útero e hérnia. Os atendimentos estão ocorrendo na Santa Casa de Sorocaba, com capacidade de 135 cirurgias mensais e prazo de seis meses para conclusão, até dezembro.

O mutirão está atendendo pacientes da cidade e da região, conforme regulação do Estado, por meio do Departamento Regional de Saúde (DRS-16). A distribuição das vagas é proporcional à população e a expectativa é de que até 25% dos atendimentos sejam para sorocabanos. Os recursos federais são destinados a Sorocaba, por meio do Fundo Municipal de Saúde para custeio dos procedimentos. O agendamento das cirurgias será feito além da rotina cirúrgica da Santa Casa, com os profissionais do próprio hospital que receberão por procedimento.

A realização do mutirão foi viabilizada pela portaria nº 1.294, do Ministério da Saúde que define a estratégia de ampliação do acesso aos procedimentos cirúrgicos no âmbito do SUS para o exercício de 2017. A portaria é de 25 de maio deste ano e a partir dela foram destinados R$ 54,2 milhões de recursos para cirurgias no Estado de São Paulo. Por meio do DRS-16, Sorocaba foi contemplada com R$ 1.139.772,89 para atendimento da cidade e da região e fez a adesão ao programa selecionando os procedimentos que podem ser feitos na Santa Casa local.

Uma outra conquista, citada por Watanabe, dessa vez junto aos funcionários, é que a comissão gestora especial que administrou a Santa Casa durante a requisição feita pela Prefeitura de Sorocaba, unificou os salários-base dos funcionários do hospital.

A medida corrigiu uma situação irregular mantida pela administração privada que estava à frente da Santa Casa. A unificação garantiu os direitos de 89 funcionários que estavam contratados por valores abaixo do piso salarial que deve ser aplicado na instituição. Os trabalhadores beneficiados foram auxiliares de enfermagem, administrativos, de farmácia, técnicos de enfermagem, de suporte, serventes, entre outros. Ainda segundo ele, foi garantido aos funcionários o direito ao pagamento na data prevista, fornecimento de cestas básicas e o oferecimento de plano de saúde, que anteriormente haviam sido suspensos.

Cruzeiro do Sul

Sorocaba, greve de ônibus novamente

Em mais uma manhã de paralisação do transporte coletivo urbano em Sorocaba, os usuários do sistema demonstram impaciência com a situação. De acordo com Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região, 70% da frota está circulando em horários de pico e 50% nos demais. Porém, a distribuição da frota tem causado descontentamento.
No Terminal Santo Antônio, durante a manhã desta quinta-feira (06/7/2017), muitos passageiros circulavam ou aguardavam nas filas. Entretanto, algumas linhas não estavam circulando. O posto de informações era procurado constantemente por passageiros confusos.

No ponto do Campolim, centenas de pessoas formam uma longa fila e reclamam que não aparece um ônibus para o bairro há mais de uma hora. Próximo das 7h40, o pedreiro Juracir de Lima relatava estar esperando desde as 6h20. Ele ligava para os companheiros de trabalho para avisar que talvez não conseguisse chegar a tempo de realizar um serviço. Desde o início da greve conta que já perdeu três dias de trabalho. “Faz falta no fim do mês. A gente tem que pagar aluguel e as contas”, lamentou.
A doméstica Maria Nilda Lins, 51 anos, estava revoltada com a situação. Ela conta que, nos últimos dias, se locomover virou motivo de estresse. Em alguns dias, a patroa pagou para que fosse trabalhar de Uber e em outros enfrentou longas esperas. Nesta manhã, conta que os ônibus na Vila Helena demoraram, mas que vários passaram ao mesmo tempo. “Passaram em comboio”, relata.
A diarista Solange de Fátima, de 45 anos, foi surpreendida no terminal ao saber que a linha Policlínica não estava circulando. A moça conta que pega esse ônibus para ir trabalhar. ” Se eu perder o dia, não ganho”, explicou a diarista.

Nos bairros

A greve do transporte coletivo de Sorocaba está mudando a rotina nos bairros mais afastados do Centro da cidade. Os moradores relatam dificuldades para chegar ao trabalho no horário, além de dias perdidos e gastos adicionais com transporte alternativo, como o Uber.
Na Área de Transferência do Ipiranga, na zona oeste da cidade, alguns usuários relatavam que os ônibus passavam em comboio e que passageiros entravam pelas portas traseiras sem pagar a passagem.
A vendedora Helen Prado, 21 anos, tentava chegar ao Centro e conta que já perdeu dois dias de trabalho desde o início da greve. Ela só não teve mais faltas por ter optado por utilizar o Uber em algumas ocasiões . A moça conta, porém, que com a alta demanda pelo aplicativo, gerada pela greve do transporte público, os preços ficam mais altos e chega a pagar R$ 30 para ir trabalhar. A greve teria mudado a rotina das pessoas do bairro. “Eu gasto dinheiro indo de Uber, mas as pessoas contam que estão combinando com colegas de trabalho para ir juntos ou ficam esperando ônibus”, diz.

No residencial Carandá, na zona norte, os pontos de ônibus estavam cheios, especialmente o ponto final, onde moradores relatavam espera de até uma hora para a saída dos ônibus. A auxiliar de limpeza Solange Costa, 50 anos, tem chegado atrasada ao trabalho, precisando pagar as horas posteriormente. Ela reclamava que o transporte público é essencial para os residente do bairro, que é afastado dos principais centros de compras e serviços.Dois ônibus passaram juntos e os usuários, revoltados com a demora, embarcaram pelas portas traseiras sem passar os cartões na catraca.

A greve dos motoristas do transporte coletivo de Sorocaba foi retomada na madrugada desta quinta-feira (06/7/2017), após confirmação da paralisação pelo Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região.Os ônibus voltaram a circular com apenas 50% da frota nas ruas, índice que aumenta para 70% em horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h), atendendo a liminar judicial que já havia sido expedida anteriormente.

Segundo a entidade, essa situação pode perdurar por mais de um mês, até o julgamento do dissídio coletivo da categoria pela Justiça do Trabalho, o que está previsto para acontecer no dia 9 de agosto. A diminuição do número de carros nas ruas permanecerá também aos finais de semana, porém o transporte especial continuará a funcionar em 100% todos os dias. Segundo o sindicato, essa já é a maior paralisação, em número de dias, dos trabalhadores do transporte coletivo em Sorocaba. Até ontem somavam-se oito dias de serviços suspensos desde o início de junho.

Sorocaba salário motorista 110717

A decisão dos motoristas e trabalhadores do transporte coletivo não atende à determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15ª), que após a quinta audiência de conciliação, realizada na manhã de ontem — na qual também não houve acordo entre sindicato e as empresas Sorocaba Transportes Urbanos (STU) e Consórcio Sorocaba (Consor) — determinou, além do dissídio coletivo (quando o Tribunal definirá a concessão ou não do aumento), que a greve fosse suspensa, até o julgamento final. Isso porque o juiz relator do processo, Hamilton Luiz Scarabelim, concedeu tutela de urgência garantindo, para a decisão judicial, alguns pontos que durante as audiências ficaram próximos do consenso entre as partes: reajuste de 4% sobre o salário de abril, vale-refeição de R$ 21 ao dia a partir de novembro, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a ser paga no retorno das férias de cada trabalhador, de R$ 1.500 e a quitação da diferença salarial das folhas de maio e junho no final de julho. Estas garantias, entretanto, foram atreladas à suspensão da greve. Com a manutenção do movimento, os trabalhadores abrem mão dos termos propostos, que seriam como condições mínimas no momento de julgamento do dissídio. “A tutela de urgência não determina multa caso a categoria retome a paralisação”, posicionou o sindicato, em nota. Horas antes, a Urbes – Trânsito e Transportes divulgou um comunicado oficial no qual afirmou que caso o sindicato “decida fazer a paralisação de ônibus estará descumprindo uma ordem judicial e a Urbes tomará todas as medidas cabíveis”.

Nesta luta pelo reajuste salarial dos trabalhadores do transporte coletivo de Sorocaba, o sindicato diz não abrir mão de aumento real. Segundo a entidade, neste momento a reivindicação tem como referência o benefício conquistado pelos trabalhadores do transporte urbano de Votorantim: reajuste salarial de 4% retroativo a maio e 1,57% a partir de setembro, aumento no vale-refeição para R$ 21 por dia a partir de novembro e R$ 1.600 de PLR, “sendo que o Sindicato dos Rodoviários já fechou acordos coletivos com o setor de fretamento e com várias empresas de transporte urbano da região, intermunicipal e rodoviário com reajuste salarial maior do que o concedido em Votorantim”.Em nota, o Consor divulgou que “embora a decisão do Tribunal vá além daquilo que a empresa propunha, em razão das dificuldades enfrentadas pela população usuária do sistema, ela (Consor) está determinada a cumprir o definido pelo TRT”. A STU também se manifestou afirmando que “pensando em evitar maiores transtornos aos seus clientes, está disposta a cumprir as condições determinadas pelo sr. juiz relator”.

Jornal Cruzeiro do Sul